Godói: “A forma que eu comecei a treinar o jiu-jitsu foi muito engraçada, quando eu tinha 14 pra 15 anos eu andava aqui no colégio objetivo ali na Santo Amaro, e ali a região ou colégio objetivo em si tinha várias patotas, e o pessoal lá realmente gostava de arrumar confusão, brigas, tinham as turminhas no final da aula, e todas as turmas se reuniam na frente do colégio e sempre tinham as briguinhas, as confusões dessa turma ou daquela, eu tinha 14 anos e pertencia a uma turminha, tinha um rapaz mais velho que era meio que o líder dessa gangue que a gente andava, o apelido dele era Samuel sem casa.

Godói: “Uma vez no final de ano ele foi pra o Rio de Janeiro pra a virada, e daí ele voltou, meu apelido era Dino na época, ele chegou pra mim e falou “dino se você quer aprender a sair na porrada com os cara e bater em todo mundo você tem q fazer essa parada aqui ó” aí eu nunca esqueço era a trip numero 1, que tinha umas fotos do Rickson jovem, garotão, fazendo respiração de yoga lá, e tinham umas fotos mas pra quem não entende plasticidade do Jiu-Jitsu é meio difícil de entender ali. “

O atleta conta que o início no jiu-jitsu foi duro: “era inviável pra eu pagar.”

“Mas eu admirava aquele cara e ele falou pra mim “se você quer aprender a bater nos caras você tem que aprender essa parada aqui”  e daí eu procurando saber aonde tinha o jiu-jitsu, tinham acabado de inaugurar a cia atlética aqui em São Paulo, então, e era considerada a maior da America latina, e como tal tinham contratado os melhores profissionais pra virem prestar serviço lá, e eles contrataram Marcelo Behring na época que tinha todo o respaldo de ser o melhor aluno e amigo do Rickson. Já tinha o lance do vale-tudo junto com ele. Então o Marcelo começou a dar aulas aqui, e eu trabalhava perto da cia atlética, eu era office boy ali, daí eu fui lá ver pra treinar, mas a mensalidade era inviável pra eu poder pagar.”

“Só que eu tinha feito aniversário recente, e meu irmão tinha ido estudar nos EUA e tinha voltado, e ele me trouxe uma jaqueta da Tommy Hilfiger, dupla face, verde militar por fora e laranja por dentro. Daí um amigo meu quando viu aquela jaqueta falou meu puta jaqueta irada, daí eu tinha ido na cia atlética tinha visto o preço de 3 meses lá, aí falei pra ele você quer comprar essa jaqueta ela custa tanto, daí ele comprou eu fui lá e paguei 3 meses.”

“Comecei a treinar, e meus irmãos já tinham treinado karatê, judô, já tinham feito um pouco de judô, então tinha uma aptidão pra luta e aí logo de cara eu caí no agrado do Marcelo e do Junior, que era o marrom, braço direito dele. Daí os caras me apadrinharam e falaram não pode ficar aqui, você não vai mais pagar academia, “eu falei não tenho condição” eles disseram a gente quer que você fique treinando pra a gente, a gente vai dar essa força pra você. Daí foi o início, 3 meses depois esse amigo que comprou a jaqueta de mim começou a treinar, hoje em dia ele é faixa preta meu e treina até hoje, se chama Thiago cruz, os caras falam ‘bendita jaqueta’.”

Essa história incrível e muitas outras da grande fera Roberto Godói você poderá conferir em breve na BJJFLIX, a melhor plataforma mundial de Jiu-Jitsu. Fiquem ligados no blog e nas redes sociais pra não perder nada.

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